EMPREGO E RENDA

Mulheres de mãos dadas no cooperativismo

Em Goiás, a produção sustentável, a agricultura familiar, a preservação do cerrado e a emancipação feminina se encontram no cooperativismo

Nivia Ramos
Goiânia | 25/10/2026

Cada vez mais, mulheres se unem em cooperativas, geram renda para suas famílias e transformam vidas | Foto: ABr

No centro da pequena Bela Vista de Goiás, cidade da Região Metropolitana de Goiânia (RMG), uma loja chama a atenção no meio da paisagem urbana. A construção, de tijolinhos aparentes, destoando da arquitetura tradicional da avenida Senador Pedro Ludovico Teixeira, dá um ar de simplicidade e aconchego, que convida a descobrir o que tem ali dentro daquele simpático comércio. 

Quando a gente entra na loja os sentidos se afloram. Os olhos se encantam pela variedade e diversidade de delícias, que já despertam o paladar. Aromas, alguns conhecidos, outros que ficamos tentando identificar, vão sinalizando o que tem por ali.

E goiano que é goiano só atesta a qualidade de qualquer coisa depois de tocar e observar com as próprias mãos: sentir a textura, saber se já está no ponto para o consumo, observar todas as características. E não é que até nossos ouvidos são surpreendidos por sons que também nos ajudam a identificar o que mais vamos encontrar, como o farfalhar das verduras fresquinhas comercializadas no local. 

E não é pouca coisa que encontramos na Ecosol Floryá: além das folhagens, tem frutas e legumes in natura, doces, queijos, polpas de frutas, molhos (o de pequi é uma delícia), ovo, polvilho, farinhas e mais uma infinidade de produtos artesanais. 

Mas, permeado, entre as mercadorias expostas nas prateleiras, balcões e geladeiras da loja da cooperativa Floryá, estão sonhos, lutas, desafios, dúvidas, erros e acertos, algumas derrotas e muitas, muitas conquistas, de mulheres que decidiram assumir o protagonismo de suas histórias. 
Tudo aqui é feito pelas produtoras rurais da agricultura familiar. Por mãos, que além de produzir, se apoiam, se abraçam e não se soltam, em momento algum. 

A Floryá

A cooperativa Floryá foi criada, em 2023, mas o início dessa trajetória começou anos antes, com a Afabev, a Associação dos Agricultores Familiares de Bela Vista de Goiás, uma entidade que reunia pequenos produtores, com o objetivo de valorizar a produção da agricultura familiar. 

A sócia-fundadora e diretora de relações socioinstitucionais da Floryá, Elza Maria de Jesus, conta que com a ajuda de uma instituição de ensino superior da cidade de Piracanjuba, a Afabev começou a se organizar, e, quando o projeto teve início, em 2020, a pandemia de covid-19, chegou à Goiás. 
 
O que parecia ser o fim de um sonho que tinha apenas começado a se concretizar, acabou sendo uma grande oportunidade para os associados. A entidade criou um serviço de entregas, que fornecia alimentos à população, enquanto todo o comércio estava fechado. A ideia deu muito certo. Foi a primeira conquista.   

O tempo passou, os estabelecimentos reabriram e as vendas da Afabev caíram. Foi a primeira derrota. 

E, junto com ela, a necessidade de tomada de uma decisão. Durante o período em que o delivery estava dando bons resultados, a Associação foi convidada várias vezes para se tornar uma cooperativa, mas segundo Elza Maria, algumas questões pesavam para essa definição. Porém chegou um momento em que a associação precisou escolher o caminho que seguiria. “Chegou um ponto que ou a gente parava ou a gente avançava. E nós decidimos avançar”, explica. 

Acompanhando a decisão de criar a cooperativa, veio uma outra, um pouco mais polêmica e desafiadora: a Floryá seria uma cooperativa liderada somente por mulheres. Toda família poderia participar, mas o poder de deliberação seria delas.

A definição pelo protagonismo feminino na cooperativa veio da vivência na associação, onde se observou que as mulheres, apesar de atuarem no processo de produção, eram silenciadas ou ignoradas no momento das decisões. 

Loja da cooperativa Floryá, em Bela Vista de Goiás
Loja da cooperativa Floryá, em Bela Vista de Goiás | Foto: Hellenn Reis

Segundo a diretora da Floryá, várias situações de exclusão, constrangimento e até de violência verbal eram relatadas pelas associadas, outras foram presenciadas nas reuniões da Afabev, o que levou à compreensão de que era preciso mudar esse cenário. “A gente falou: nós temos que dar voz à essas mulheres (...) quem vai decidir o rumo da cooperativa são as mulheres, porque se elas não estão conseguindo dar palpite lá na horta, aqui elas vão poder dar todo o palpite que elas quiserem. E vão ter o seu comprovante de renda e vão ser donas do negócio”. 

E a resistência veio de muitos setores, até de antigos apoiadores. Mas as fundadoras seguiram firmes nesse propósito e, em 2023, elas começaram o processo de organização da cooperativa. 

No começo eram 20 mulheres. E muitas dificuldades. Algumas cooperadas nem estavam produzindo ainda. Outras, acabaram desistindo, enquanto esperavam a oficialização da entidade. 

Em 2024 veio a tão esperada regularização. Mais uma vitória e ... muito mais desafios. Mas com a efetiva consolidação da Floryá, as cooperadas também começaram a ver os benefícios do cooperativismo. 

Em junho daquele ano, a cooperativa assinou os primeiros contratos. E vieram também feiras, exposições, eventos, parcerias com a Universidade Federal de Goiás, empresas e outras entidades.

A Floryá também venceu a Chamada Pública para aquisição de gêneros alimentícios da Agricultura Familiar destinada ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), da Prefeitura de Bela Vista, para entregar alimentos para a merenda escolar, atendendo as escolas da rede municipal de ensino da cidade. 

E ano que vem, os produtos da Floryá também vão chegar às mais de 300 escolas municipais de Goiânia. A Floryá ficou em primeiro lugar na Chamada Pública, feita pela prefeitura da capital. Mais um grande desafio para a cooperativa, que já está se preparando para mais esse projeto. 

E a cooperativa não para. 

De acordo com a presidente da Floryá, Ihasminy Teixeira, hoje, pouco mais de dois anos depois da assinatura dos primeiros contratos, o número de cooperadas mais que triplicou: são 64 famílias de várias cidades do estado, trabalhando juntas, sob a liderança das mulheres. 

Além do número de cooperadas, a diversidade de produtos também é crescente. Quem pensa que a agricultura familiar produz somente o básico, se surpreende com a quantidade e a variedade de itens cultivados, entre eles cogumelos, ervas fitoterápicas e os produtos beneficiados, como diversas espécies de queijos, molhos e cremes.  

Produtos agroecológicos e saudáveis 

A maioria dos cooperados da Floryá ainda trabalha no modelo tradicional, mas uma das metas da entidade é aumentar a produção de orgânicos. Atualmente 8 cooperadas já produzem somente no sistema agroecológico e um outro grupo está fazendo a transição para o modelo mais sustentável ambientalmente. 

A cooperativa está trabalhando em dois projetos do programa Terra Mesa, iniciativa do governo federal que incentiva a produção agroecológica. Através dessa parceria, as cooperadas receberam maquinários e outros incentivos. E a Floryá ganhou uma mini fábrica de bioinsumos, que já está sendo construída.

Os bioinsumos serão repassados aos cooperados, para contribuir na produção de alimentos mais saudáveis e de forma a reduzir os impactos no meio ambiente. 

A expectativa é de que até o final do mês de novembro, a primeira produção de bioinsumos esteja sendo entregue às mulheres da cooperativa. E com a produção própria, o preço, que pesa muito no custo final, vai ser reduzido. “São produtos caros e se as nossas cooperadas forem comprar, os orgânicos também vão ficar caros. Então a gente mesmo produzindo, nós vamos embutir só mesmo o que for gasto e elas vão comprar a preço de custo”, explica a cooperada. 

Mesmo com poucas cooperadas já trabalhando somente com a agroecologia, quem compra da Floryá, já têm à mesa, produtos mais saudáveis. “Nós temos muita alegria e muito prazer de conseguir entregar aqui, em Bela Vista, produtos orgânicos certificados", aponta Elza. 

Além da produção de alimentos saudáveis, a preservação do cerrado é outra vertente ambiental do trabalho da Floryá. Parte das cooperadas trabalham com o conceito do cerrado em pé, fazendo o extrativismo sustentável, para a venda ou o beneficiamento dos produtos.  

Elza Maria cita o exemplo de uma cooperada da cidade de Mambaí, nordeste do estado, perto da divisa com a Bahia, que produz pastas, molhos e produtos secos à base de pequi, baru, cagaita e jatobá, espécies nativas do bioma. 

No sítio da família, a ideia sempre foi preservar o cerrado, meta alcançada com o desenvolvimento de uma pasta de um dos frutos símbolos do estado: o pequi.

Segundo a diretora da Floryá, depois que Mambaí se tornou uma cidade turística e o agronegócio começou a avançar na região, a tendência era a derrubada do cerrado, mas com a atuação da cooperada, parte do bioma está sendo preservado. “As mulheres colhem o pequi, entregam para a nossa cooperada, ganham o delas, e os pés de pequi permanecem em pé”, comemora.

Abrindo mercados

Mesmo em tão pouco tempo em funcionamento, a cooperativa já está florescendo também em lugares mais distantes. As cooperadas contam que a Floryá foi convidada pela Organização das Cooperativas do Brasil em Goiás (OCB/GO), para participar, em 2025, da Anuga, a maior feira de alimentação e bebidas do mundo, realizada em Colônia, na Alemanha. 

A presidente da cooperativa também participou da versão brasileira da feira, em São Paulo e esteve em rodadas de negócios, em Salvador, na Bahia. A Floryá também já esteve em duas edições do Salão do Turismo, promovido pelo Ministério do Turismo, em Fortaleza e na capital paulista. 

Yhasminy Teixeira também levou produtos da Floryá para a Espanha, enquanto cursava o último módulo do curso de CEO em cooperativismo, que ela concluiu recentemente.  

Tudo isso faz parte de um projeto para um futuro breve, para o qual a cooperativa vem se preparando: a exportação dos produtos. “A gente já está mirando isso aí, está sonhando e se preparando para um dia a gente mandar, para fora do país, os nossos produtos”, projeta a cooperada.

Os resultados do trabalho em cooperação também foram medidos em números pela Organização das Cooperativas do Brasil em Goiás. Segundo a OCB, de 2024 para 2025, a Floryá cresceu 400%. “Apesar de que em 2024, nós começamos já no meio do ano, foi um crescimento muito expressivo”, analisa a presidente da cooperativa, Yhasminy Teixeira.
 
Todas essas conquistas que a Floryá e suas cooperadas vêm experimentando não vieram por acaso. Elas só estão acontecendo porque existe um trabalho exaustivo, permanente e conjunto. Feito por muitas mãos: que produzem, se apoiam, se abraçam e não se soltam, em momento algum.

Um trabalho que está gerando muito mais que renda para as famílias, produz autoestima, autoconfiança, autonomia e mudanças profundas. “Você não faz ideia das histórias que já aconteceram de lá para cá. Do quanto essas mulheres criaram vida mesmo. A alegria de poder tomar conta  do negócio, estarem aprendendo nas reuniões, nos cursos, nas reuniões que fazemos aqui”, aponta Elza. 

Linhas e pontos que transformam vidas

É no sobe e desce de pequenas agulhas de bordado, que 40 mulheres desenham seus destinos, mudam suas trajetórias, pintam suas vidas. Elas pertencem à Bordana, uma cooperativa, que tem no bordado, a fonte de renda e de profundas transformações nas vidas das cooperadas.    

Antes de ser uma cooperativa, a Bordana era um grupo de mulheres, iniciado a partir de reuniões de moradoras do Conjunto Caiçara, bairro da região leste de Goiânia.

No princípio, era um projeto social do Instituto Ana Carol, uma instituição idealizada pela presidente da Bordana, Celma Grace de Oliveira, em homenagem à filha caçula, que amava manualidades e sonhava em ser estilista. “No início, éramos apenas mulheres compartilhando os poucos saberes que tínhamos; depois, algumas tiveram a oportunidade de fazer um curso de bordado livre da prefeitura e retornaram como multiplicadoras”, conta Celma. 

Mãos dão vida aos bordados na Cooperativa Bordana
Mãos dão vida aos bordados na Cooperativa Bordana | Foto: Cooperativa Bordana

Em 2011, as participantes entenderam que o trabalho realizado por elas precisava ser formalizado juridicamente. E o cooperativismo foi o modelo escolhido. “Entendemos que essa era a melhor forma de valorizar o nosso trabalho, garantir preço justo, melhorar a autoestima das mulheres e ampliar nosso mercado como fonte de geração de emprego e renda para a comunidade”, lembra a presidente.

Aos poucos, a cooperativa, que começou com 10 participantes, foi se estruturando.  Assim como a Floryá, o desenvolvimento da Bordana também foi pautado em muita superação e trabalho coletivo. Outras mãos que não se soltam nunca. 

O grupo cresceu com a formação de novos núcleos espalhados nas comunidades. Segundo Celma, com um projeto desenvolvido, recentemente, no Jardim Novo Mundo, região leste de Goiânia, a entidade chegou à 40 cooperadas ativas.

O trabalho realizado

Na Bordana, as cooperadas produzem artesanato e peças bordadas à mão com inspiração no Cerrado. Uma forma de chamar a atenção para as riquezas do nosso bioma e para a importância da preservação. 

São bolsas, almofadas, jogos americanos, quadros e outros objetos de decoração. “Mas o nosso trabalho vai muito além da produção das peças: promovemos encontros semanais, cursos, palestras e rodas de conversa. Na Bordana, trabalhamos com a autogestão. Isso significa que todas as cooperadas colaboram, em algum momento, nos três grandes processos da nossa cadeia: a criação, a produção e a comercialização”.

Depois de quase 20 anos ajudando mulheres a bordar novas possibilidades, Celma observa que quando as participantes chegam à Bordana, elas buscam uma oportunidade de geração de renda que permita conciliar o trabalho com a vida doméstica e pessoal. Mas, na esteira da opção profissional, a líder da cooperativa acredita que as mulheres buscam também emancipação e autonomia. 

Ela diz ainda que há uma procura por um espaço de convivência, pertencimento e acolhimento. “Quando essas mulheres, muitas vezes invisibilizadas em suas rotinas, aprendem a bordar e passam a integrar a cooperativa, elas resgatam o protagonismo das suas próprias histórias”.

E os resultados vão muito além da inclusão econômica. Segundo Celma Grace, a cooperativa coleciona relatos emocionantes de mulheres que superaram a depressão, voltaram a sair de casa, ganharam confiança e passaram a ter o próprio dinheiro. “O bordado, atrelado ao convívio solidário, tem um poder terapêutico imenso. Costumo citar a frase de uma das nossas cooperadas, que resume perfeitamente esse aspecto emocional: ‘Antes eu pagava para fazer terapia. Agora, eu recebo para fazer terapia’”, conta, emocionada. 

Protagonismo feminino 

Segundo a Organização das Cooperativas do Brasil no Estado de Goiás, a participação feminina na liderança do cooperativismo, tem crescido exponencialmente, principalmente na última década. 
Segundo os dados da entidade, das 289 cooperativas associadas ao Sistema OCB/GO, 61 possuem mulheres na presidência. No total, são 256 mulheres em cargos de gestão, incluindo presidentes, vice-presidentes e diretoras. Além disso, outras 113 são conselheiras de administração e 419 são conselheiras fiscais. O ramo de trabalho, produção de bens e serviços concentra a maior participação feminina na liderança das cooperativas: 73% dos dirigentes são mulheres. 

De acordo com o presidente do Sistema, Luís Alberto Pereira, apesar dos números crescentes, a participação feminina nos cargos de gestão está longe do ideal. “A criação do nosso Comitê de Mulheres e a recente aprovação da Lei da Mulher Cooperativista, além da presença majoritária de mulheres no Conselho de Administração do SESCOOP/GO, são iniciativas positivas. Mas precisamos avançar mais, estimulando também nossas cooperativas a seguirem este caminho”, afirma o presidente. 

Avanços também na agricultura familiar  

O ramo em que a Floryá atua também vem registrando crescimento no estado. De acordo com Pereira, a agricultura familiar em Goiás vive um momento de fortalecimento e modernização, impulsionada, justamente, pelo modelo cooperativo, que garante maior acesso a capital, organização e competitividade no mercado.
De acordo com o Panorama do Cooperativismo Goiano de 2025, das 86 cooperativas do setor agrícola vinculadas à OCB, cerca de 50 são formadas por grupos da agricultura familiar, o que corresponde, a aproximadamente 60% de todas as cooperativas do agronegócio goiano. 

O presidente do Sistema diz ainda que em comparação com outros modelos, a agricultura é o ramo que mais gera emprego. São, aproximadamente, 7.000 pessoas empregadas e quase 50 mil cooperados. “Da mesma forma, é o setor recorde de faturamento, com um valor de R$ 16,1 bilhões das 86 entidades, cerca de 50% de todo o faturamento das outras cooperativas goianas e R$ 1 bilhão destinado para os cooperados de todas as unidades”.

Atuação classista

Luiz Alberto Pereira lembra que a participação na entidade de classe, independente de quem faz a gestão, também estimula o avanço das cooperativas. Ele afirma que ao participar da OCB/GO, as cooperativas ganham representação política e institucional, suporte em gestão e inovação por meio do SESCOOP/GO, capacitação profissional para equipes e dirigentes, além de maior competitividade e abertura a novos mercados.

Em 2025, ainda de acordo com o líder cooperativista, o Sistema OCB/GO deu um passo importante para fortalecer a governança no setor, ao lançar o Selo de Conformidade Cooperativista. A certificação é destinada especificamente para as cooperativas de agricultura familiar. 

Presidente da OCB/GO Luiz Alberto Pereira
Presidente da OCB/GO Luiz Alberto Pereira | Foto: Carlos Costa

O objetivo central da iniciativa é avaliar e atestar se a gestão das cooperativas está alinhada aos princípios do cooperativismo e à legislação brasileira, com foco no aperfeiçoamento da gestão e na transparência.

E é assim no caminhar coletivo, na ação conjunta e na força das mãos que se ajudam, que o cooperativismo feminino vem dando resultados virtuosos, que impactam, positivamente, individualmente, nas famílias e em toda a sociedade. “Percebo a existência de um ciclo virtuoso que deve se manter nos próximos anos: as cooperativas ganham força, produtividade e versatilidade ao dar espaço para as mulheres atuarem. Elas, por sua vez, ganham protagonismo, independência financeira, melhoram sua renda e, por vezes, possuem sua vida transformada”, avalia Luiz Alberto Pereira. (Especial para O Segmento)



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