PRÉ-CARNAVAL
4ª edição do Bloco Nem Vem leva Justiça às ruas de Goiânia contra a violência de gênero
Programação começa às 18 horas, no estacionamento do Bloco C, na sede do Tribunal
Criado em 2022, o Bloco Nem Vem integra as ações institucionais de conscientização sobre assédio e agressões contra mulheres em ambientes de lazer | Foto: Agno Santos/TJGO
Uma mobilização que une cultura, música e conscientização social vai ocupar as ruas de Goiânia nesta sexta-feira (6) com a 4ª edição do Bloco Nem Vem, promovido pelo Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO), por meio da Coordenadoria de Planejamento e Gestão de Eventos Institucionais e da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar. A iniciativa tem como foco o enfrentamento à violência de gênero, especialmente durante o período carnavalesco.
A programação começa às 18 horas, no estacionamento do Bloco C, na sede do Tribunal, com abertura ao som da DJ Ani Cristine. Às 19 horas, o público se concentra na Praça do Sol, no Setor Oeste. A partir das 20 horas, o bloco ganha as ruas do bairro com trio elétrico comandado pelas cantoras Maristela Müller e Mara Cristina, seguindo em cortejo até a sede do TJGO, com chegada prevista para 21h30. No retorno ao Tribunal, a programação continua com com apresentação da música “Nem Vem” e show da banda Maluê, com encerramento previsto para 23h45.
Durante toda a noite, o público terá acesso à praça de alimentação, espaços instagramáveis e ao espaço Saber e Cuidado, voltado à informação e orientação, com a participação de instituições parceiras que compõem a rede proteção.
Trajeto
O cortejo sairá da Praça do Sol em direção à Rua 9, seguirá pela Avenida D até a Rua 15, entrará na Rua João de Abreu, passará pela R-11, descerá até a Avenida T-7 e seguirá pela Avenida Assis Chateaubriand até a sede do TJGO.
Feminicídios
Criado em 2022, o Bloco Nem Vem integra as ações institucionais de conscientização sobre assédio e agressões contra mulheres em ambientes de lazer. Dados do estudo Feminicídio em Goiás (2025), divulgado pelo Batalhão Maria da Penha, apontam o registro de 60 casos de feminicídio no Estado ao longo de 2025. A maior parte das vítimas, 88,3%, não possuía Medidas Protetivas de Urgência no momento do crime. No mesmo período, o TJGO concedeu 24.882 medidas protetivas e recebeu 55.689 novos processos relacionados à violência doméstica.